Se você percebeu que o seu cãozinho tem o péssimo hábito de comer as próprias fezes, saiba que isso se trata de coprofagia e esse problema tem solução. Por conta disso, quero te mostrar como curar cachorro que come fezes em 2 etapas.
A necessidade de comer cocô pode surgir em qualquer bichinho de estimação, no entanto, ela merece cuidados para que não se torne um problema sério para a saúde dele.
Como adestrador, já me deparei com uma série de pets que ingeriam fezes e, a partir dessa observação, entendi que a cura passa por dois passos diferentes. Portanto, quero te ensinar quais são eles e o que fazer quando o cachorro come fezes.
Quer descobrir como dar um basta nesta situação e evitar doenças? Então continue a leitura deste post.
Índice
O que é coprofagia canina?
Como você já deve estar imaginando, a coprofagia é o ato de comer as próprias fezes ou de outros animais. Quando se manifesta em cachorros, adicionamos o adjetivo “canina”.
Portanto, a coprofagia canina é o hábito que alguns cães possuem de ingerir cocô. Em suma, esse comportamento não é saudável e pode indicar alguns problemas de saúde. Mas, como vou te mostrar, tem tratamento!
Qual o motivo para o cão comer as próprias fezes?

Se você não sabe como fazer o cachorro parar de comer fezes, saiba que o primeiro passo é procurar pelos motivos disso. Nesse sentido, podemos citar duas causas principais:
Causas clínicas: relacionadas a problemas de saúde, dieta desequilibrada, má absorção de nutrientes, etc.
Causas comportamentais: com origem etológica, ou seja, no comportamento do animal. Casos em que os cachorros recebem muitas broncas, não têm atenção ou ficam muito sozinhos podem desencadear a coprofagia.
Assim sendo, se o seu cachorro manifesta o comportamento coprófago, o ideal é buscar um tratamento que combata as duas causas ao mesmo tempo.
Afinal, não adianta procurar apenas um veterinário se o problema tiver origem comportamental. Desse modo, a cura para a coprofagia passa por duas etapas, conforme vou explicar em seguida.
Etapa 1: Curar possíveis questões clínicas

Agora que você já entendeu duas coisas essenciais quando se fala de coprofagia canina, o seu significado e as causas mais prováveis, chegou o momento de dar atenção à resolução do problema.
Às vezes, em alguns pets, as questões clínicas podem ser a razão inicial para o comportamento de coprofagia. Verminoses, giardíase e outras doenças que atingem o trato gastrointestinal dos cães podem dar início a este problema.
Essas condições irão interferir também nas causas emocionais e, na grande maioria das vezes, nas causas comportamentais que levam o cachorro a comer as próprias fezes.
O que deve ficar claro é que a coprofagia canina é um problema de origem multifatorial. Assim sendo, ela pode atingir o sistema endócrino, o sistema imunológico, o sistema neurológico e o sistema etológico.
O cão estando com a saúde em dia, é possível passar para a segunda etapa para fazer o cachorro parar de comer fezes.
Raramente a coprofagia tem como causa questões clínicas

O caso de coprofagia canina do pet pode ter começado em razão de problemas clínicos, como por exemplo uma verminose ou desnutrição.
A questão é que existe a possibilidade de a doença ter dado início ao quadro coprófago, mas a manutenção do problema estar sendo comportamental.
Em suma, a grande maioria dos casos de cachorros que comem fezes não tem causas clínicas associadas. Porém não há como resolver a questão sem ter a certeza que o animal está bem de saúde e sem considerar todas as opções.
Afinal, se a causa clínica existir e não for devidamente tratada, a solução do problema fica “capenga” e a possibilidade do cão continuar comendo fezes é grande.
Por isso, apesar de não ser o principal motivo para que o pet coma cocô, ainda assim o descarte desta causa se faz necessário.
Etapa 2: Curar as questões comportamentais

O manejo comportamental da coprofagia canina deve ser muito rigoroso para que o bichinho de estimação deixe de ingerir cocô.
Nesse sentido, primeiro é importante identificar se o comportamento é transitório ou não. Por exemplo, cadelas que estão amamentando seus filhotes acabam comendo as fezes deles para manter o ninho limpo. Além disso, os próprios filhotes, dentro do período dos primeiros 120 dias de vida, podem manifestar o hábito numa tentativa de explorar o mundo.
Em segundo lugar, algumas atitudes que você pode adotar dentro de casa são fundamentais para que o cão que come as próprias fezes seja curado:
Alimentar o cão em horários corretos;
Ofertar uma ração de qualidade;
Dividir a alimentação em duas ou três refeições diárias;
Eliminar os erros como brigas e broncas;
Não limpar as fezes na frente do animal;
Evitar que ele tenha acesso ao cocô depois que evacuar;
Controlar a ansiedade dele com jogos, passeios e brinquedos.
A coprofagia pode ser um vício?
Sim, fato é que a coprofagia pode ser entendida como um vício ou mania. Desse modo, as ações adotadas para chegar a uma cura desse vício envolverão:
Manejo do ambiente, com adaptações dentro de casa de acordo com as necessidades do pet;
Constituição de uma rotina mais adequada e previsível;
Condutas mais saudáveis e positivas dos tutores.
Esses e outros fatores contribuirão para acabar com a coprofagia do seu pet.
Por conta disso é importante a compreensão da questão como um todo. Ademais, a família deve estar engajada no dia-a-dia para treinar o cachorrinho e para que todos tenham consciência que este problema comportamental é sério, mas tem cura!
Treino inédito para resolver a coprofagia

Se você está diante de uma situação em que seu cachorro tem o hábito de comer fezes, saiba que independente do caso ou da gravidade, tudo pode ser resolvido. Para isso, algo que você precisa ter é paciência, afinal, nada se resolve do dia para a noite.
Além disso, um treinamento adequado, que ensine o pet a se afastar das fezes é o que você precisa para solucionar o caso. Mas, como fazer isso da melhor maneira? Como ensinar qualquer cachorro a não ingerir fezes logo depois de evacuar?
Pensando nisso, desenvolvi um método que ensina novos hábitos aos peludos para que, assim, tenham mais saúde. Essa é a segunda etapa da cura para a coprofagia.
Método da dupla recompensa anti-coprofagia
Atuo há mais de 15 anos como comportamentalista de cães, resolvendo os mais variados problemas de comportamento canino, seja agressividade, medo, reatividade, xixi e cocô fora do lugar, e muitos outros.
Durante este tempo, treinei diversos casos e pude notar que os animais que sofrem com coprofagia canina apresentam padrões semelhantes de comportamento. Além disso, muitas vezes, as famílias, donos e tutores colaboram com a evolução do caso tendo condutas equivocadas.
Com isso, desenvolvi uma forma de educar estes cães de forma positiva, para que qualquer pessoa possa colocar em prática com seu pet.
O método da Dupla Recompensa Anti-coprofagia consiste no uso de incentivos emocionais e premiações para ensinar ao cão que sofre com coprofagia canina qual é o comportamento correto e mais adequado a se ter quando ele acaba de fazer cocô.
O objetivo do método é facilitar a vida do pet, informando, de forma precisa e pontual, qual é exatamente o comportamento a ser adotado por ele.
O método da Dupla Recompensa Anti-Coprofagia baseia-se em mais de 100 anos de estudos de comportamento animal e nas técnicas mais modernas de adestramento de cães.
Utilizando este treino o tutor conseguirá com que o cão compreenda que é mais vantajoso se afastar do cocô ao invés de pegá-lo ou comê-lo, e ele achará muito melhor agir assim.
E o melhor de tudo: você não precisará passar horas e mais horas tentando fazer com que seus animais deixem de ingerir cocô. Basta agir de acordo com o que ensino, e assim, garantir mais bem estar para você e seus peludos.
Conclusão

Com certeza é possível fazer o cachorro parar de comer fezes. Mas, para isso, você precisa ficar atento à alimentação do pet, investir em uma rotina e um ambiente saudável, dar atenção e treiná-lo para que se afaste dos dejetos.
E, para te ajudar, eu elaborei o Método COMER COCÔ NUNCA MAIS. A partir dele você vai conseguir com que seu cão pare de UMA VEZ POR TODAS de comer fezes. Clique no botão abaixo para saber mais:
Perguntas frequentes
O que significa quando o cachorro come fezes?
O fato de um cachorro estar comendo fezes tem origem em vários motivos. Nesse sentido, pode ser o caso de uma deficiência na alimentação, que não supre todos os nutrientes, um comportamento passageiro (comum em cadelas com filhotes), questões de saúde e também comportamentais.
Sobre as causas comportamentais, um ambiente inadequado, falta de atividade física e carência podem levar o cão à ingestão de cocô, entre outros motivos.
Como acabar com a coprofagia canina?
Para sanar a coprofagia você precisa investir em uma ração de qualidade, rica em nutrientes, separar o local de evacuação do de lazer do pet, ter produtos como dispensadores de comida, mordedores para entreter o animalzinho, e treinar o cão para que abandone os dejetos logo que terminar de evacuar.
Qual a melhor ração para coprofagia?
Uma medida importante para curar a coprofagia canina é dar uma alimentação completa em nutrientes. Nesse sentido, uma dieta com rações do tipo Premium ou Super Premium é a mais indicada.
Quais raças de cachorro comem cocô?
Por mais que todas as raças possam desenvolver o comportamento coprófago, algumas delas parecem ter uma tendência maior a fazer isso. Nesse sentido, raças como Lhasa Apso, Golden Retriever, Shih Tzu, Maltês e Spitz Alemão (Lulu da Pomerânia) merecem mais atenção.
Existe algum medicamento para coprofagia?
Soluções “milagrosas”, remédios, receitas caseiras e produtos não funcionam para resolver problemas comportamentais que os cães tem. O que realmente funciona é aplicar treinos de educação canina sem punições, de forma a ensinar o cão o comportamento certo que queremos que ele tenha (os cães não aprendem sozinhos).
Devo repreender quando ver meu cão comendo cocô?
Não, de forma nenhuma! Atitudes como: falar com o cão, punir o cão, suprimir o instinto, entre outras, não funcionam e são erradas.
Também é errado dizer “Não” ao cão (ele não entende isso). O cachorro não entende quando falamos com ele, esta é uma forma de comunicação dos humanos. Brigar, além de não resolver, pode ainda piorar a situação.

